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Cirurgia negada pelo plano de saúde: 1- saiba como garantir seu direito

Introdução

Ter uma cirurgia negada pelo plano de saúde é uma situação extremamente delicada, que pode gerar preocupação, insegurança e, em muitos casos, colocar a saúde do paciente em risco.

Muitos beneficiários enfrentam esse problema justamente no momento em que mais precisam de atendimento rápido e eficaz. Situações de cirurgia negada pelo plano de saúde são mais comuns do que se imagina e podem ocorrer em casos de cirurgias cardíacas, ortopédicas, oncológicas ou até procedimentos considerados eletivos, trazendo consequências graves.

O que poucas pessoas sabem é que, na maioria das situações, a cirurgia negada pelo plano de saúde é considerada abusiva pela Justiça, sendo possível reverter a decisão de forma rápida, inclusive por meio de liminar.

Neste artigo, você vai entender quando a cirurgia negada pelo plano de saúde é ilegal e quais medidas podem ser tomadas para garantir a realização do procedimento.

Cirurgia negada pelo plano de saúde
Cirurgia negada pelo plano de saúde

Por que os planos de saúde negam cirurgias?

Os planos de saúde utilizam diversas justificativas para negar procedimentos cirúrgicos. As mais comuns incluem:

  • Alegação de que o procedimento não está previsto no rol da ANS
  • Classificação da cirurgia como “eletiva”
  • Período de carência contratual
  • Tratamento considerado experimental
  • Falta de cobertura no contrato

Embora essas justificativas sejam frequentemente utilizadas, nem sempre elas são válidas do ponto de vista jurídico.

Na prática, muitos planos priorizam a redução de custos, o que acaba resultando em negativas indevidas, especialmente em tratamentos de maior valor.

A negativa de cirurgia é legal?

Em grande parte dos casos de cirurgia negada pelo plano de saúde, a recusa não é considerada legal.

A legislação brasileira protege o consumidor e garante o acesso ao tratamento médico adequado. Entre os principais fundamentos estão:

  • Lei nº 9.656/98 (Lei dos Planos de Saúde)
  • Código de Defesa do Consumidor (CDC)

Além disso, o entendimento predominante dos tribunais é de que:

Havendo indicação médica, o plano de saúde deve autorizar a cirurgia necessária ao tratamento do paciente

Outro ponto importante é o rol da ANS. Embora os planos utilizem esse argumento com frequência para justificar a cirurgia negada pelo plano de saúde, o Judiciário entende que o rol não pode limitar tratamentos essenciais, especialmente quando há prescrição médica fundamentada.

Cirurgias de urgência e emergência: cobertura obrigatória

Nos casos de urgência ou emergência, a obrigação do plano de saúde é ainda mais clara.

Situações como:

  • Cirurgias cardíacas
  • Procedimentos oncológicos
  • Intervenções para evitar agravamento do quadro clínico
  • Casos com dor intensa ou limitação funcional severa

não podem sofrer atrasos injustificados.

A recusa nesses casos pode ser considerada não apenas abusiva, mas também colocar a vida do paciente em risco, o que reforça ainda mais a possibilidade de intervenção judicial imediata.

O que fazer se sua cirurgia foi negada?

Se você recebeu a negativa do plano de saúde, é fundamental agir rapidamente. Veja os passos recomendados:

1. Solicite a negativa por escrito

O plano é obrigado a informar formalmente os motivos da recusa.

2. Obtenha um relatório médico detalhado

Esse documento deve conter:

  • Justificativa da cirurgia
  • Grau de urgência
  • Riscos da não realização

3. Reúna toda a documentação

  • Carteirinha do plano
  • Contrato (se disponível)
  • Exames, laudos e receitas
  • Comprovantes de pagamento

4. Procure orientação jurídica especializada

Um advogado poderá avaliar o caso e indicar a melhor medida para garantir o tratamento.

É possível conseguir a cirurgia rapidamente?

Sim. Uma das principais ferramentas nesses casos é a liminar judicial, que permite uma decisão rápida antes do julgamento final do processo. Em situações urgentes, a liminar pode ser concedida em 24 a 72 horas, determinando que o plano autorize imediatamente a cirurgia. Isso significa que o paciente não precisa aguardar meses para iniciar o tratamento.

O que acontece se o plano descumprir a decisão?

Caso o plano de saúde não cumpra a decisão judicial, podem ser aplicadas medidas como:

  • Multa diária (astreintes)
  • Bloqueio de valores da operadora
  • Outras medidas coercitivas

Esses mecanismos garantem maior efetividade no cumprimento da decisão.

Existe direito à indenização?

Sim, dependendo da situação. A negativa indevida pode gerar indenização por danos morais, especialmente quando houver:

  • Agravamento do estado de saúde
  • Sofrimento físico ou psicológico relevante
  • Risco à vida
  • Atraso significativo no tratamento

Os tribunais reconhecem que a recusa injustificada ultrapassa o mero aborrecimento.

Conclusão

A cirurgia negada pelo plano de saúde não deve ser aceita sem questionamento. A legislação brasileira e o entendimento dos tribunais são claros ao proteger o paciente, garantindo o acesso ao tratamento necessário, principalmente em situações urgentes. Agir rapidamente, reunir a documentação e buscar orientação adequada pode fazer toda a diferença para garantir a realização da cirurgia no tempo correto.

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